Vi no meu telemóvel | 8 Dezembro 2017

Andei a disparar iPhones alheios, uma verdadeira invasão via televisão. O Facebook ataca as criancinhas, um robot divertido e uma viagem às melhores lentes para fotografia. Tudo isto cabe num “Vi no meu telemóvel” curtinho, subscreva para não perder nenhum!

Quantos iPhones terei eu disparado ao mesmo tempo?

Também disparei o telefone em sua casa? Lourenço Medeiros, Vi no meu telemóvel,
Também disparei o telefone em sua casa?

Isto não foi visto no meu telemóvel mas confesso que tenho que contar. Se viu a última reportagem do Futuro Hoje talvez lhe tenha acontecido. Gosto mesmo de saber destas histórias. No fim da reportagem sobre mordomos virtuais, durante a habitual assinatura, eu digo em inglês qualquer coisas como – Alexa, turn off the lights – e, como seria de esperar para quem tem o que eu tenho a funcionar (no caso Echo Dot da Amazon e luzes Philips Hue integradas com o mordomo da Amazon), as luzes baixam enquanto eu digo o meu nome e do João Venda que estava a filmar. Esta é uma situação absolutamente real, mas prevista e desejada. O que não esperava é que na noite em que a SIC emitiu a reportagem, estando eu calmamente a jantar com a minha mulher e com a televisão ligada, para ver o Futuro Hoje no Jornal da Noite, as luzes da mesma sala em que se fez a filmagem se apagassem. Risota geral a dois claro, perante a impassividade da Alexa, que apenas tinha cumprido, e bem, a ordem que ouviu. Gracinha à parte, ficámos por aqui.

Hoje, enquanto filmava uma das reportagens de Natal, fui abordado por um senhor muito simpático com uma respeitável pera branca. Queria contar que durante a emissão da reportagem o telemóvel dele, na sua casa em local que desconheço, disparava a cada vez que eu dizia – Hey Siri.

Deu-me que pensar sobre impacto destas coisas, quantos iPhones terei eu disparado? Mais alguns Cortanas e Google e outros Alexas.

Upps se incomodei as minhas desculpas, espero que tenham levado para a graça como em minha casa.

E, se não viu nada disto, acredito que vale a pena ver a reportagem dos Mordomos Virtuais, é impressionante o que já temos e o que aí vem.

Veja a peça sobre os mordomos virtuais AQUI

Facebook com Messenger para crianças

O Facebook a preparar o seu futuro, Lourenço Medeiros, Vi no meu telemóvel
O Facebook a preparar o seu futuro

Confesso que quando vi o título que estou a usar neste tópico fiquei apreensivo. Então o Facebook lança uma coisas destas? Mas o Facebook não está proibido a menores de 13 anos?

Está, e para já vai continuar. Mas obviamente o Facebook quer agarrar-nos mesmo antes de termos maturidade para as redes sociais (há quem nunca tenha) e as crianças sempre foram boas para o negócio, se não já, pelo menos serão no futuro.

Para já é só nos Estados Unidos, é só para iOS (e não tem publicidade) têm que ser os país a gerir a coisa,ou seja, a autorizar que a criança fale e com quem. Não deixa margem de dúvida: se o Facebook pudesse substituir as nossas cordas vocais e fazer publicidade entre cada parágrafo… não hesitava. Os negócios desta dimensão só lá chegam com esta mentalidade. E funciona como se vê.

Eu não fiz reportagem mas a SIC sim, veja AQUI…

T-HR3

O T-HR3 a fazer gracinhas, Lourenço Medeiros, Vi no meu telemóvel, Futuro Hoje, SIC
O T-HR3 a fazer gracinhas

Está aí num “Vi” anterior um robot a fazer um mortal atrás. Vale a pena olhar também para este protótipo recente da Toyota, uma das empresas que no Japão mais tem contribuído para a robótica. No caso é uma máquina destinada a imitar com mais eficiência, destreza ou força, conforme o caso, o que um humano faria.

Impressionante o T-HR3 e com nome e condizer

Veja o vídeo AQUI

Leica

Leica, Lourenço Medeiros, vi no meu telemóvel
Eu fico pela mais baratinha, e mesmo assim….

Estive na sede da Leica na Alemanha. A reportagem tinha que ver com a ligação algo estranha entre a Huawei e a Leica. Neste momento a Leica assina as máquinas fotográficas dos telefones topo de gama da marca chinesa. De facto as lentes são construídas na China como seria de esperar, mas ao que nos dizem, com os valores e conhecimentos da marca alemã. Não admira, algumas das melhores máquinas são feitas em Portugal como pode ver a reportagem do link lá de baixo.

Sem prejuízo de coisas mais elaboradas e depois de feitos alguns testes ao Huawei Mate 10 Pro. Sim, as lentes estão a par das melhores do mercado, os sensores são muito bons mas a Huawei ainda não conseguiu escapar o suficiente ao seu passado pelo menos para o meu gosto. O problema é a tendência para “embelezar” as fotos. Este telemóvel até pode fazer fotos RAW excelentes (formato profissional, muito cru, precisa de edição) nos modos “normais” é quase impossível impedir que tente “embelezar” as fotos. E embora conheça muitas pessoas que preferem assim, até porque a “maquilhagem” da máquina lhes vai disfarçar a idade, eu prefiro de facto a foto pura e dura, o diamante bruto pronto a ser lapidado na edição. O que quer dizer que, de certa forma, a Huawei consegue agora agradar a gregos e troianos, desde que nos demos ao trabalho de lhe proibir o “embelezamento”, o que nem sempre é fácil.

A Leica faz muito do melhor das suas máquinas em Portugal como ainda pode ver AQUI

4 comentários em “Vi no meu telemóvel | 8 Dezembro 2017”

  1. Houve uma polémica de uma cadeia de hambúrgueres nos USA que fez um anúncio onde pedia ao assistente do Google para descrever o hambúrguer xpto da tal cadeia mas rapidamente o Google meteu aquela frase (ou aquele som em concreto) numa lista negra para não se aproveitarem inadvertidamente.
    Eu penso que em alguns telemóveis android já é possível configurar o assistente para só responder à voz do dono.

    1. Todos calibram a voz sobretudo para responder ao comando inicial. Mas não conheço nenhum que só responda ao dono… Acho difícil por enquanto fazer isso de forma segura…

      1. Pois acho que até dizem que uma gravação da voz pode desbloquear o telemóvel, mas recentemente li que uma das novas funcionalidades do Google home é responder de acordo com a voz da pessoa que faz a pergunta (tendo sido previamente treinado para a voz das várias pessoas que o usam em casa).

        1. Pois mas é diferente. Uma coisa é só responder à voz do dono o que implicaria que não aceitar as outras, e isto teria de ser feito de forma segura. Outra é diferenciar 3 ou 4 vozes, ainda por cima tendo sido “treinado” para isso. Muito diferente em termos de tecnologia.

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