
Transforme a sua imagem, ou a dos outros, com magia tecnológica, veja mais do que a realidade. Hoje o Vi no Meu Telemóvel é todo sobre visão. Aplicações para nos transformarmos em qualquer telefone, gratuitas, e o renascer dos óculos de realidade aumentada pela mão da Intel.
Fabby

A aplicação Fabby é mais conhecida por colocar o famoso bokeh, ou desfocado, em qualquer fotografia. Este efeito, que é um efeito óptico nas máquinas fotográficas a sério, sejam analógicas ou digitais, tem que ser imitado por programas de computador nos telemóveis. Normalmente é esteticamente muito agradável porque sublinha o tema principal da fotografia, sobretudo em retratos. É tido como uma marca de qualidade em fotografia, mas se for mal feito estraga qualquer imagem. Muitos telefones modernos criam verdadeiros desastres ao tentar imitar o bucket mas nos últimos meses o efeito tem melhorado a olhos vistos na maioria das marcas. A Fabby permite juntar bucket a imagens já feitas.
Fabby Look

Convenhamos que a maior parte das imagens que se conseguem com este Fabby soa de gosto algo duvidoso. Mais ainda com a sua aplicação irmã, a Fabby Look. Mas são suficientemente vistosas para terem sucesso garantido nas redes sociais. Em qualquer dos casos o programa tem que perceber muito bem os contornos da cara e do cabelo do retratado para fazer a sua magia. Coisas destas levariam horas ou dias a serem conseguidas mesmo com computadores há apenas alguns anos.
A Imatter é a seríssima empresa especialista em visão de computador que foi recentemente adquirida pela Google. As suas aplicações terão chamado a atenção do gigante da Internet, não pelo bom gosto das imagens mas pelas inegáveis qualidades técnicas.
A página da empresa já quase só tem a informação de que foi adquirida. Até onde poderá a Google levar a tecnologia da visão por computador?
Quer a Fabby quer a Fabby Look estão disponíveis em Android e iOS e são gratuitas.
Óculos da Intel praticamente iguais aos outros

Depois de a Google ter retirado os seus Google Glass do mercado pouco se tem falado disto. Convém dizer que a Google nunca mostrou claramente ter abandonado o projecto. Tiveram uns largos milhares de developers a estudar as melhores formas de usar os Google Glass, e aparentemente o que fizeram foi recuar para aproveitar a experiência e refazer a coisa com base no que terão aprendido.
Isto a propósito de a Intel ter mostrado em primeira mão ao The Verge o modelo que tem em estudo. Não me espanta a solução. É uma espécie de retorno ao básico para fazer melhor. Os Vaunt precisam ainda de algum trabalho mas já se aproximam muito de uns óculos normais, e ao que parece mostram alguma informação como se flutuasse no ar à nossa frente. Adorava experimentar. O que pensa? Depois do recuo da Google este tipo de aparelho ainda tem futuro?

Agradeço a vossa amizade. Um abraço com um ótimo fim de semana.
Eu é que agradeço o interesse e o incentivo. Abraço