O Futuro Hoje na maior feira da indústria mobile – 1.ª parte

Este ano além de podermos entrar com o telemóvel como identificação a novidade era o reconhecimento facial, eu registei a minha cara mas nunca percebi para que a usaram :(
Este ano além de podermos entrar com o telemóvel como identificação a novidade era o reconhecimento facial, eu registei a minha cara mas nunca percebi para que a usaram 🙁

O mais falado dos telefones em Barcelona, no WMC – World Mobile Congress,  é a tentativa de repetição de um golpe de génio, Pegar num antigo telefone e fazer uma reedição, o do ano passado foi o Nokia 3310 . Nem dá para imaginar a quantidade de nostálgicos que me disse que por 50€ ia mesmo comprar como segundo telefone, que ficava para as avarias e por aí fora. Nunca, mas nunca, falei com alguém que de facto o tenha comprado.

É que estamos a falar de um aparelho que nem é muito parecido com o original, nem tem o mesmo sistema operativo, é a cores e não a preto e branco. Não tem nenhuma utilidade especial, aposto que quem o comprou por nostalgia já o esqueceu no fundo de uma gaveta. E quando o encontrar não é como descobrir uma nota de 50 euros esquecida no fundo do bolso. Este ano o mais falado é o “banana” uma reedição do 8110 com o acrescento de o terem associado à fruta, e o hype de ser o telefone associado ao filme The Matrix que marcou toda uma geração. Custa 70 euros mas parece-me que vai pelo mesmo caminho. Nem sequer é a empresa original que os fabrica mas a HMD que tem a licença para estas brincadeiras. No papel a ideia é boa, e continua a ser um dos telefones mais falados e mostrados do Mobile World Congress. Estou cada vez menos convencido que possa ser grande negócio e não sei se para o ano que vêm conseguem tanta atenção.

Muito bem desenhado o logo para apresentar os novos Zenfone 5, grande ideia.
Muito bem desenhado o logo para apresentar os novos Zenfone 5, grande ideia.

Telefones Banana, novos gama alta, novos gama baixa, e sensores para fraldas.

Comecei a reportagem sobre o Mobile World Congress por aqui mas temos os telefones a sério e as grandes tendências. Assim de repente, 5G, Inteligência Artificial, mordomos virtuais, ecrãs 18:9,  e Emojis claro. Há nisto muito caminho para percorrer, e promessas muito interessantes. Nesta primeira reportagem da feira juntei os aparelhos mais desejados e parte das tendências com as principais empresas portuguesas que por lá vi. A continuação vai ser menos sobre o actual mas sobre as tendências futuras, carros que vão ter connosco e coisas dessas.

Pode ver a reportagem AQUI e subscrever o blogue (já disse que é grátis?) para não perder as próximas.

Como se vê nos horários dos autocarros passamos lá o dia todo, e à noite continua o trabalho em eventos, e no quarto a escrever.
Como se vê nos horários dos autocarros passamos lá o dia todo, e à noite continua o trabalho em eventos, e no quarto a escrever.

2 comentários em “O Futuro Hoje na maior feira da indústria mobile – 1.ª parte”

  1. Lourenço, o Nokia 3310 foi, mais do que tudo, um golpe de marketing que funcionou muito bem, daí a reedição deste modelo também.
    No entanto, não nos esqueçamos que os feature phones (ainda) são um grande mercado, e não apenas por serem mais baratos (nem sempre o são). Estes telemóveis têm uma importante utilidade, mais do que um telefone de backup, mas para empresas cujos funcionários precisem de um telemóvel apenas para falar com clientes, ou para a empresa usar como o número móvel a contactar, ou a população mais idosa, cuja esmagadora maioria não é adotante dos smartphones. Abraço

    1. Claro que sim. Mas estava a falar especificamente do mercado do saudosismo. E de uma forma algo empírica não me parece que tenha correspondido às expectativas. Penso que não estou tão fora da realidade que não entenda a importância que ainda têm os feature phones . E por acaso … há uma boa referência ao uso de serviços mobile em países ditos emergentes , e a«o papel que uma empresa portuguesa está a ter, no próximo Futuro Hoje, parte 2 do MWC. Abraço

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