Media? Faça favor de me seguir – Viva Technology Paris

Totalmente analógico. Provavelmente o único não digital a exibir-se na Viva Tech, além dos humanos. Alguns humanos pelo menos. Reservei-o em exclusivo para o blogue. Viva Technology Paris
Totalmente analógico. Provavelmente o único não digital a exibir-se na Viva Tech, além dos humanos. Alguns humanos pelo menos. Reservei-o em exclusivo para o blogue.

Viva Technology Paris. Da maquilhagem personalizada, aos carros voadores passando por muita inteligência artificial. É oficialmente uma feira de tecnologia organizada, entre outros, por Les Echos (grupo de media) e Publicis (grupo de publicidade). Na prática é uma montra de tecnologia supostamente francesa para que o país não se deixe ficar para trás pela visibilidade das feiras alemãs e americanas. 2018 foi a terceira vez que se realizou e ao que parece em franco crescimento. Esta tentativa de marcar a identidade francesa é muito interessante e até lhes pode trazer muitos negócios.

Há nitidamente uma aposta na África francófona que, pelo que se via nas conferências e nos stands, pode dar frutos idealmente  para o bem comum. E há grupos franceses com grandes apostas na inovação sem dúvida. Só que a identidade, neste mundo global, é difícil de conter em simples fronteiras. Veja-se um dos projectos estrela o Pop.Up Next, um taxi voador que parece um pequeno carro com um módulo destacável em cima, um drone gigante capaz de pegar no carro e nos seus passageiros para pequenos voos urbanos.

A estrela do Viva Tech. Viva Technology Paris
A estrela do Viva Tech

Só que o Pop.Up é um projecto inicialmente da Airbus e da Italdesign. O nome da empresa Italdesign parece não deixar margem para dúvidas, mas já não é bem assim, pertence agora à Audi que por sua vez é do grupo Volkswagen. Aliás a Audi entrou oficialmente e em nome próprio no projecto do carro voador desde o ano passado. E a Airbus que de alguma forma associamos a França é uma multinacional que até tem sede oficial na Holanda. Sinais dos tempo. Ver assim Macron na defesa da tecnologia francesa quase parece um cenário anacrónico, mas ainda não é. Os países ainda fazem sentido e a diplomacia francesa tem um grande peso que não quer deixar por mãos alheias.

Conscientes de que esta Viva Technology Paris é de facto uma questão de imagem de marca os franceses,  nem sempre acolhedores para o estrangeiro, neste caso souberam bem qual a sua missão. Tenho que confessar que não é habitual que os jornalistas sejam tratados com tal cuidado. Somos muitas vezes uma visita necessária, mas mal amada. Ninguém diria isso em Paris desta vez. A simples visão de um cartão de media não se limitava a abrir portas. Tudo era mais rápido e nas situações mais críticas apareciam logo os jovens voluntários, qual escolta Vip a abrir caminho à divulgação. Pelo menos tenho que confessar que nos facilitaram o trabalho.

Nem tudo o que luz é ouro, e havia de tudo. Tecnologia de facto e tecnologia só para dar nas vistas como a realidade aumentada para vender champanhe. Vale a pena ver as imagens e os gadgets que mais me impressionaram na reportagem do Futuro Hoje…

Veja AQUI o Futuro Hoje sobre a Viva Tech Paris

 

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