Notas de viagem

Notas de Viagem - Lourenço Medeiros

Fiz e faço frequentemente textos com aparelhos que testo em viagem. Por sorte estou a caminho de Las Vegas com apenas as minhas coisas. O voo, de Amesterdão para Las Vegas, dura 10 horas e 35 minutos, tempo mais que suficiente para contar o que é o meu kit de viagem sem interferências de oportunidade. Mesmo assim, ou seja, mesmo sem a obrigação de testar seja o que for, o conceito de kit de viagem é algo que evolui. Para já depende muito da duração dos voos, depois é um saber de experiência feito. Vou ficar pela parte amadora do kit.

Nada de microfones nem estabilizadores, apenas aquilo que levo para me entreter e manter a par uns dias fora do ambiente habitual. Os telefones claro que podem variar conforme as necessidades, são uma necessidade em si próprios e uma chatice acrescida em viagem. Temos que pensar em como os vamos carregar e eventualmente podemos precisar de, pelo menos um adaptador, para poder carregar em Portugal e no país de destino.

Depois, por segurança, levo sempre também dois powerbanks e têm que ir comigo porque ao contrário do que seria de esperar não podem ir na bagagem de porão. Faz sentido, os acidentes são raros mas se uma destas baterias começa a arder é mais fácil controlar e resolver onde estamos todos do que no porão. Estamos a falar de um mini fogo que pode alastrar e não é uma explosão.

Música e filmes

Levo sempre um disparate. Habitualmente já tenho muita música que posso ouvir offline nos telemóveis. Uso o Spotify na versão paga. Mesmo assim as viagens grandes são normalmente pretexto para rever a colecção que está disponível offline. Nos filmes e séries o mesmo esquema. O Netflix permite descarregar muito, mas não tudo o que tem, para podermos ver lá em cima. A maior parte dos nossos tablets ou até dos telemóveis têm ecrãs bem melhores do que os dos aviões.

Auscultadores

Tudo isto são coisas que vamos tendo, uns mais outros menos, conforme a bola e o interesse pelas tecnologias.

Há um acessório que faz um mundo de diferença, os auscultadores. E estes são um problema. Atualmente estou a usar uns muito razoáveis Huawei. Custa-me largar centenas de euros por auscultadores grandes que só vou usar nas viagens. No dia a dia prefiro o oposto, coisas como os Airpods da Apple, ou semelhantes, que me permitem ouvir música, sem me isolar exageradamente do ambiente que me rodeia. Compreendo bem que os viajantes mais frequentes o possam fazer, que gastem bom dinheiro nuns óptimos auscultadores noise canceling. É esmagador o impacto de estar num Boeing 747 completamente envolvido num episódio da última série do House of Cards, tirar os auscultadores e voltar à realidade com todo o ruído do avião. Durante uns minutos nem dá para acreditar que nos habituámos a estar ali, sem auscultadores.

Na prática levo auscultadores com fio e sem fios com várias ligações, 2 ou 3 telemóveis entre o que é meu e o que tenho que experimentar, um iPad, este em que estou a escrever. Levo também um teclado sem fios que uso às vezes. De vez em quando lá vai mais um tablet ou computador para testar, e os powerbanks.

Carregadores

Tudo isto tem fios e precisa de carregadores, mesmo os que carregam sem fios têm que ter fios e o carregador sem fios. Vai portanto uma pequena colecção, exagerada como tudo o resto, de cabos USB, usb-c. Há anos comprei um carregador  que me permite ligar 10 cabos a carregar na mesma tomada e que me tem poupado muito… é uma peça essencial em casa e nas viagens.

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